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Ter filhos que comem de tudo; frutas, verduras, legumes, é um sonho para as mães. A nutricionista Gabriela Kapim revela dicas preciosas que podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis. Vejam:

 

1. Alimentação é, acima de tudo, um gesto de afeto e carinho

Alimentar é uma forma de cuidar dos filhos. A amamentação tem essa simbologia, do cuidado, do afeto, do amor. E muitas mães esquecem disso depois que a criança passa para a fase do garfo e da colher”, explica. Ou seja, o importante é a mãe entender que se oferece alimentos saudáveis, está fazendo um bem ao filho. E não o contrário.

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2. Alimentação consciente é uma questão de educação! Comer bem e de forma saudável se aprende em casa e desde cedo

Como tudo o que a criança aprende na vida, a alimentação vai de acordo com o que os pais ensinam. “Na alimentação acontecem os primeiros ‘nãos’ que os pais dão aos filhos.Pode a criança não escovar os dentes? Não. Então também não pode a criança não comer uma fruta”, resume Gabriela.

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3. Comida não é moeda de troca! Não pode haver negociação entre comida e brinquedo, passeio, festa…

O que muitos pais fazem é uma negociação com os filhos sobre a alimentação. “A criança começa a não comer bem para chamar a atenção dos pais, e eles acabam negociando com bens materiais. E não é essa a moeda que as crianças estão pedindo”, explica Kapim. De acordo com a nutricionista do “Socorro! Meu filho come mal”, a negociação com os filhos vai resolver uma situação pontual. “O que não pode é chegar ao ponto de tudo ter que negociar. Quando se educa e dá carinho, não é preciso negociação”, finaliza.

 

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4. O prato precisa ter 5 cores diferentes

A variação de cores significa uma variação de nutrientes. Ou seja, uma comida colorida mostra que é um refeição com todos os nutrientes necessários. “Se os pais colocam só verde, a criança vai deixar de receber os nutrientes e minerais do que tem no amarelo, por exemplo”, diz Gabriela.Segundo ela, são quatro categorias de alimentos que é necessário ter no prato. Leguminosos (feijão, grão-de-bico, lentilha); cereal (arroz, trigo, cevada, aveia); proteína (frango, carne, peixe, ovo) e vegetais (hortaliças e verduras).

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5. Os pais são sempre o melhor exemplo para os filhos. Atenção ao que você come na frente do seu filho!

A explicação é simples: não adianta você ir ao fast food com seu filho, chegar em casa e oferecer uma fruta. “A família é o maior exemplo da criança”, salienta a nutricionista.

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6. A hora da refeição deve ser um momento de reunir a família.

Gabriela Kapim chama atenção para um costume antigo que se perdeu ao longo dos anos, o de fazer as refeições em família. “Ninguém mais come junto, é cada um no seu canto. Se reunir dá a oportunidade de a criança ver o que os pais comem, deles saberem como foi o dia do filho. Esse momento faz parte de uma boa rotina alimentar”, diz.

 

 

 

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7. Nada de televisão, tablet, videogame ou celular ligados durante as refeições.

“Eles são a distração do cérebro”, resume Kapim. Segundo a nutricionista, se a criança se alimenta vendo TV ou brincando com o celular, o cérebro não registra o que está sendo ingerido. “A criança tem uma absorção prejudicada, alterando o funcionamento do Sistema Nervoso Central. Ela pode comer demais, ou comer menos do que precisa”, justifica.

 

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8. Para não gostar de um alimento, a criança precisa experimentar várias receitas! Às vezes, a forma de se preparar o alimento muda a aceitação da criança.

Estudos mostram que para uma criança não gostar de algo é necessário que ela tenha experimentado o alimento pelo menos 10 vezes, de maneiras diferentes, segundo a nutricionista. “Para a criança reconhecer que não gosta de cenoura, por exemplo, é preciso que os pais ofereçam a cenoura em dez maneiras diferentes. A cenoura ralada tem um sabor, a cozida tem outra e por aí vai. Então ofereça bolo de cenoura, purê de cenoura, suflê de cenoura e outras variações antes de desistir”, conta.

 

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9. Se a criança não estiver com fome, não precisa comer. Mas não pode comer outra coisa antes da refeição…

 

É o que acontece com a substituição pelas refeições. A tática é: se a criança não quer comer naquela hora, tudo bem. Mas na hora de comer, deve ser a refeição. “Ela não deve ser obrigada a comer. Tem vezes que a criança realmente não está com fome, mas não pode substituir por outra coisa”, diz Kapim.

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10. As regras são para todos os membros da família!

 

Os filhos seguem os exemplos dos pais. “Não vale querer que a criança coma três tipos de frutas se a família não come uma!”, resume Kapim.

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